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Peugeot 206 tunado: "Meu carro, minha família"

25 de nov. de 2008

O Peugeot 206 de Rafael Ribeiro (27) tinha um propósito: ser um carro de família. Assim ele comprou o automóvel e presenteou a ainda então esposa. “Foi o meu primeiro carro, que a gente usava para nossos afazeres do dia-a-dia, como ir ao mercado ou à padaria”, explica.


Entretanto, há mais de um ano, Ribeiro se separou da esposa, que ficou com o apartamento, deixando para ele o Peugeot. De uma hora para outra, o carro, que deveria ser de família, passou a ser a própria. “Hoje minha família é o carro”, confessa.


E como o chefe de família dedicado que já estava disposto a ser desde sua antiga união, Ribeiro passou a se dedicar ao carro como se fosse seu próprio filho, levando a sério e ao extremo o carinho e devoção pelo seu novo rebento.


Com atitude de fazer inveja aos mais mimados pequerruchos do primário, o filho de Ribeiro passou a receber presentes atrás de presentes: “Comecei com uma roda de aro 15 e hoje ele já usa de 18”.


O carro ganhou ponteira Turbal X-race, Break light com Leds, farol com Angel eyes, puxadores cromados e personalizados do 206, conta-giro de 100 milímetros, painel com Eurolight, novas manoplas de câmbio, medidores de pressão de combustível, óleo e exaustão, DVD Pioneer com tela de sete polegadas no painel, tela retrátil de sete polegadas no teto e outra de nove no porta-malas, bancos concha San Marino, som com módulo e dois subs de 200 Watts e, vejam só, um vídeo game Nintendo Game Cube.


Com tantos mimos assim, que filho não ficaria bonito e satisfeito? Mas o papai coruja quer ainda mais: “encostarei o carro daqui uma ou duas semanas para colocar um teto solar Sky Window, um kit de suspensão a ar e refazer todo o sistema de som, funilaria, pára-choque e pintura”.

O tuning com ideologia

22 de nov. de 2008


Engana-se profundamente quem desmerece o tuning a ponto de taxá-lo como moda passageira e de pouco bom senso. A verdade é que, goste ou não, a modalidade exige lá suas extravagâncias - e a pavonada, pejorativamente falando, não é oca por dentro. Ela tem substância, vida e, acima de tudo, ideologia.
Foi em cima de um Peugeot 206 verde, ano 2000, que Paulo R. Della Líbera aplicou a sua ideologia. Por ser corintiano e ter comprado um carro da cor do arqui-rival (Palmeiras), Líbera teve que inventar uma história para que seus amigos não o perturbassem: "ele é verde porque é uma planta que está crescendo", afirma intransigente. A partir desta idéia começou a desenvolver o Clorofila Tuning, nome com o que batizou o carro.
O Peugeot ganhou pintura especial com tintas da House of Kolor. Os detalhes estão em Purple Violet (Roxo Violeta) e o carro como um todo, claro, em Organic Green (Verde Orgânico). "Essa pintura foi muito cara. O carro foi primeiro pintado de prata. Depois teve cinco camadas de verde, três de roxo e seis camadas de verniz, que dá esse efeito de profundidade", explica.
No interior do carro, todas as peças estão também pintadas com Organic Green e as luzes do painel são verdes. O estofado está revestido por couro verde invertido. "Parece camurça, mas é couro".
Na estrutura do Clorofila Tuning, motor com chip de potência e 50 cavalos de nitro; o pára-choque dianteiro é uma mistura do modelo do Peugeot 307 com o 207 nacional; na traseira, pára-choque imitação de um modelo espanhol; kits laterais seguem a mesma linha espanhola; o aerofólio, segundo Líbera, é invenção sua: "hoje é muito comum, mas nada mais é do que um original esticado". O carro está calçado por rodas aro 17 e a suspensão é fixa.
O som do carro é todo personalizado, com auto falantes Dub, Diamond e amplificadores Warf, que não geram muito potência, mas qualidade. No lugar das saídas de ar central, uma tela de DVD. "Tem também três relógios de controle de nitro, pressão do cilindro, do óleo e da água".
Mais? "Sim, algumas frescuras, como aros cromados do Peugeot Sport, teto solar, tapetes de alumínio e pedaleiras personalizadas com o nome do carro – Clorofila Tuning".
Há seis anos montando seu automóvel, Líbera, como uma seiva, alimenta de pouco em pouco a sua planta, que idealizou em forma de carro. Aos poucos, o que um dia era apenas uma semente, hoje criou raízes, caule, folhas, flores e frutos.

Montadoras apresentam automóveis do futuro

3 de nov. de 2008

FCC II Ecologicamente correto, o FCC II foi totalmente desenvolvido no Pólo de Desenvolvimento Giovanni Agnelli, em Betim (MG), com linhas inspiradas em um buggy e a utilização de matérias-primas renováveis. Os painéis de carroceria, como o capô, por exemplo, foram injetados em compósito com nanoargila, a chave de fenda que acompanha o kit de ferramentas foi injetada em plástico reciclado com fibras de curauá e sisal. Além disso, o motor é elétrico, e alimentado por 93 baterias de íon lítio, que podem ser recarregadas em qualquer tomada 220 V. Com autonomia de até 100 km, desenvolve 59 kW (80,2 cv) e torque máximo de 220 Nm (22,9 kgfm), utilizando sistema de transmissão Dualogic, o mesmo usado nos Fiat Linea e Stilo.
Sand’Up Baseado no Sandero Stepway, porém, ligeiramente mais largo (1m80 contra 1m74) – o carro conceito brasileiro Sand’up permite duas configurações: picape ou cupê. Quando está na forma de coupé, o acesso à parte traseira do veículo é feito pelo “clamshell”, cuja abertura se dá em duas partes: a parte de baixo da carroceria é independente da capota. Na parte de motor, Sand’Up é equipado com a moderna e potente motorização bicombustível (álcool e/ou gasolina) 1.6 16V Hi-Flex. O carro-conceito desenvolve a potência máxima é de 107 cv (gasolina) e 112 cv (álcool), a 5.750 rpm. O torque máximo deste carro-conceito é de 15,1 kgfm (a gasolina) e 15,5 kgfm (álcool). A tração é dianteira; e o câmbio é manual de cinco marchas.
GPIX Totalmente desenvolvido pelo Centro de Design da General Motors da Divisão LAAM (engloba as regiões da América Latina, África e Oriente Médio), em São Caetano do Sul, o GPIX é a porta de entrada da GM no segmento de crossovers, único segmento que falta em seu portfólio. O modelo tem carroceria de duas portas e suspensão alta, adequada para ruas, avenidas e estradas mais precárias. O painel de instrumentos tem um design atraente e moderno, com os mostradores digitais de fácil leitura. O volante multifuncional possui um desenho complemente novo e é voltado para a interação total do motorista com o carro. Ele poderá utilizar, com facilidade, todos os sistemas de conectividade e entretenimento, como: Bluetooth®, computadores, palm-top, notebook, CD Player, MP3 e MP4.
Ford Verve O conceito Verve é uma mostra das tendências que influenciarão o estilo dos futuros lançamentos da marca no segmento de carros compactos. O Verve é robusto e sofisticado. Seu motor 1.4 L desenvolve a potência de 80 cv a 5.700 rpm e torque de 124 Nm a 3.500 rpm. O carro tem comprimento total de 3.950 mm, mede 1.710 mm de largura e 1.390 mm de altura, com distância entreeixos de 2.489 mm. Seu porta-malas comporta 295 litros de bagagem e o tanque de combustível tem capacidade para 45 litros. A arquitetura única do Verve é complementada por sistemas eletrônicos de última geração, como sistema de navegação, som e conexão com celular.
Concept Apesar de ser classificada como conceito no Salão do Automóvel, a picape Concept, primeiro carro utilitário da marca, está com o seu destino definido: será produzida em série na unidade de Pacheco, na Argentina, no final de 2009, e deverá ser destinada principalmente aos mercados da América do Sul, África do Sul e Austrália. O modelo possui 5,18 metros de comprimento, 1,9 metro de largura e capacidade para uma tonelada de carga. Só falta definir a motorização.

Uma paixão inspirada pelo cinema

16 de out. de 2008

Frederico Viebig, 25 anos, sempre gostou de carros tunados. Em 2001, ao assistir o filme Velozes e Furiosos, ele decidiu: “Tenho que equipar meu próprio carro”. Ok. Ele tinha o desejo, mas faltava o dinheiro necessário para começar a “brincadeira”, nome que o próprio concede ao seu principal hobby. Convencer o pai sobre o investimento era a tarefa mais difícil e improvável de acontecer. Foi então que Fred resolveu agir: Comprou um modelo do tão e sonhado Peugeot 206 de segunda mão e só depois que assinou toda a papelada para requerer a documentação do veículo que ele pensou: “Agora não tem mais volta”.
Foi difícil no começo, ele diz. Morador de uma vila de São Paulo, a primeira compra de Fred para seu carro foi uma capa para esconder o Peugeot dos seus pais: “Trouxe o carro para a rua da minha vila e o cobri com uma capa para meus pais não desconfiarem. Se eles vissem que se tratava de um Peugeot 206 saberiam que eu era o dono. Sempre souberam da minha paixão por esse modelo”, conta. Como esconder um carro não é algo parecido como sumir com uma chave, o pai de Fred descobriu. Mas não dava mais tempo de devolver o veículo e o próprio dono afirma que se tivesse que fazer isso iria começar a dormir no próprio carro.
Depois que seus pais aceitaram a idéia, Fred começou a investir na sua paixão. O estilo adotado foi o Street, que prioriza a preservação da pintura original do carro e não adota uma pintura mais chamativa típica de outros modelos de tuning. Como diferencial, o Peugeot 206 traz uma faixa lateral inspirada no modelo do Mustang GT, em adesivo refletido, além das lanternas led, roda aro 17 e um som potente – Kit duas vias da série Diamond da Bravox, subwoofer W 307 da Pionner e um DVD B-52 com touch screen, que levaram Fred a ficar em segundo lugar no campeonato de som em uma edição do X-Treme. Mas se o som já está do jeito que o dono queria, o motor ainda tem uma estrada pela frente: “Esse modelo da Peugeot é difícil de aceitar o turbo, mas eu vou colocar um kit de nitrogênio. Minha próxima meta é colocar esse carro no autódromo de Interlagos. Acho errado correr na rua”, diz o prudente Fred.
Depois de um ano completado em investimentos e presença na AutoShow Veículos Antigos e Especiais, Fred afirma que seus pais já começaram a admirar o hobby do filho: “Antes meu pai fazia cara feia e até brigou por eu ter comprado esse carro e gastar dinheiro com ele. As coisas mudaram. Essa semana ele me pediu o carro emprestado para ir trabalhar (risos)”.