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Novo Mercedes-Benz Classe E é flagrado de novo

7 de dez. de 2008

Novo Mercedes-Benz Classe E é flagrado de novo
Sedã de luxo, que chega em 2009, é visto perto de Stuttgart, sede da empresa

O lançamento oficial do carro ainda leva seis meses, mas nossos espiões conseguiram mais detalhes do novíssimo Mercedes-Benz Classe E, designado pelo código W212. Ao contrário do que esperávamos, sua estréia deve se dar no Salão de Genebra, não mais no Salão de Frankfurt. O fato é que, quanto mais próximo do lançamento, mais camuflagem o carro perde.

Os freios SBC (Sensotronic Brake Control), elétricos, ou brakes-by-wire, sem ligação física entre o pedal e o sistema, serão substituídos por modelos mais convencionais, hidráulicos, que inspiram mais confiança ao consumidor.

Mesmo com essa “retirada estratégica”, a marca continuará a inovar nos freios, usando no futuro Classe E um secador de discos molhados, para melhorar as frenagens, e controle de frenagem em curvas. Discos de cerâmica, opcionais, devem aparecer nos modelos AMG e, posteriormente, ser oferecidos nas versões mais baratas.

A próxima geração do Classe E (essa sim uma verdadeira renovação, ao contrário do modelo atualmente à venda, chamado de “nova geração” apesar das mínimas alterações de desenho) deve incorporar os arcos de pára-lama ressaltados presentes no Classe S, a linha ascendente na lateral da carroceria, abaixo da linha dos puxadores das portas, pára-choques mais encorpados e teto de vidro.

Uma grade dianteira mais esculpida e larga, tomadas de ar mais quadradas e perfil em cunha devem dar ao W212 um estilo mais esportivo. A bem da verdade, os primeiros esboços do carro mostram uma certa afinidade com os esforços mais recentes da Lexus, como os faróis angulosos, o desenho da coluna C e as lanternas traseiras. Isso é, certamente, irônico, considerando que é notória a inspiração do Lexus LS nos Mercedes-Benz. Como o carro será lançado apenas de 2009, isso permite que o desenho seja ajustado quanto a isso.

Ajuda ao motorista de um modo geral é o mote principal do W212. Espere por avisos de mudança de faixa, um monitor de movimento dos olhos, para detectar sonolência, identificação de sinalização da estrada, sensores de condição da estrada e controle de estabilidade, o que não é bem novidade, mas o do Classe E será capaz de lidar com ventos laterais, mudanças de cambagem e de detectar as condições da banda de rodagem!

Em termos de motorização, os tradicionais motores V6 e V8 devem se manter em oferta, além do V8 6,3-litros, aspirado, que rende mais de 500 cv e que equipará o E63 AMG.

SEGREDO - Panamera e Rapide se enfrentam em Nürburgring

17 de nov. de 2008



Modelos ainda por lançar se encontram no melhor circuito do mundo para testes de alta velocidade


Marcados para ser oficialmente apresentados no Salão de Genebra de 2009, dois novos cupês de quatro portas foram flagrados em testes juntos no circuito de Nürburgring. Ambos, tanto o que abre a quarta linha de veículos da Porsche, o Panamera, quanto o Aston Martin Rapide estão sendo desenvolvidos para ser fortes competidores de Mercedes-Benz CLS, o pioneiro do segmento, o novo Volkswagen Passat CC e o futuro Audi A7 (a BMW já anunciou oficialmente que o CS não será fabricado...).

Apesar de o Panamera buscar a mesma identidade visual usada pelo 911, eles são modelos bastante diferentes. Enquanto o primeiro mantém desde seu lançamento o motor traseiro, o novo veículo virá com três opções de motores centrais-dianteiros. O de entrada será o V6 3,5-litros da Volkswagen, capaz de gerar 300 cv, com dois V8 de origem Porsche complementando a linha, um aspirado (de 350 cv) e um biturbo (de 560 cv). Será o suficiente para colocar a concorrência a nocaute, uma vez que o CLS 63 AMG tem “apenas” 514 cv. Se a Mercedes-Benz vier com um modelo ainda mais forte, a Porsche já está preparada para colocar nas ruas um V10 de 700 cv.

O foco do Panamera é ser um esportivo de uso diário, capaz de atender tanto às necessidades de uma família pequena, de no máximo quatro pessoas, quanto aos desejos do motorista que aprecia alto desempenho. O porta-malas, por exemplo, poderá levar 450 l. Quando chegar às ruas, em 2009, a Porsche espera vender 20 mil unidades do modelo por ano, o que a fará ultrapassar a barreira de 100 mil unidades por ano.

Ainda mais exclusivo que o alemão será o modelo britânico. Seguindo as linhas do Rapide Concept mostrado no Salão de Detroit de 2006, a Aston Martin agora apresentará o modelo de produção em série. A antiga dona da Aston Martin, a Ford, colocou o projeto na gaveta quando se decidiu a vender a marca britânica. Depois de comprar a empresa, o grupo liderado por David Richards imediatamente o colocou de volta no forno.

A plataforma do Rapide será a mesma do DB9, assim como o motor V12 e as transmissões. No Rapide, ele renderá 480 cv, contra 450 cv no DB9. Acredita-se que o Rapide será colocado à venda em 2010.

SLK se renova e melhora

7 de nov. de 2008

Conversível da Mercedes-Benz ganha retoques e mais força



A Mercedes-Benz já vende no Brasil o SLK reestilizado, roadster que acaba de ser avaliado com exclusividade pelo JC. É uma evolução em cima da segunda geração do esportivo, apresentada em 2004. À primeira vista, o carro alemão de R$ 218 mil parece ter mudado pouco, mas ele traz evoluções importantes. A melhor (e bem necessária) foi o ganho de 21 cavalos no motor 1.8, que agora rende 184 cv.
A leve reestilização não apenas o manteve lembrando o superesportivo SLR McLaren como reforçou essa semelhança, cativando a qualquer um que o veja. Também continua nele o charme da “dupla personalidade”, já que se trata de cupê e conversível num carro só.

Ao contrário do aumento da potência, as alterações visuais precisam de mais atenção para serem notadas. O pára-choque dianteiro foi redesenhado e as entradas de ar inferiores agora são divididas, lembrando o bico de um Fórmula 1. O “calombo” do capô ficou mais destacado. Os retrovisores cresceram e os repetidores de direção, com LEDs, são novos.
Atrás, o visual ficou mais agressivo, com novas lentes fumês nas lanternas. A parte central inferior do pára-choque tem linhas que imitam um difusor de ar típico de carros de competição. Para completar, as duas ponteiras de escape agora são trapezoidais.
Recheio bom

Por dentro, as principais novidades são o quadro de instrumentos reestilizado e o volante de três raios, com comandos de áudio, telefonia e computador de bordo. O sistema multimídia de nova geração recebeu comandos mais intuitivos, tanto para o som (de ótima qualidade) como para o tecnologia Bluetooth, que permite, entre outras coisas, usar o celular sem tirar as mãos do volante.
Outros destaques entre os equipamentos de série do SLK 200 K são air bags frontais e laterais, bancos e volante com ajustes elétricos, cintos de segurança com limitadores de duplo estágio, controle de estabilidade, faróis bixenônio, freios ABS, revestimento de couro e sensor de chuva.


Prazer sem abrir mão da realidade


Além da beleza e do teto rígido retrátil, o esportivo se dá bem até com os buracos
A versão que avaliamos, 200 Kompressor, é a mais simples da linha SLK. Mas isso não significa falta de prazer, que o roadster oferece aos montes.
Essa sensação começa pela estética. As linhas da carroceria são elegantes e esportivas ao mesmo tempo. O visual é harmônico com a capota aberta ou fechada, coisa que nem sempre acontece com carros desse tipo.
Aliás, o teto rígido retrátil dá ao SLK uma versatilidade que não se encontra nos seus principais rivais, o mais caro e potente Audi TT Roadster (200 cv e R$ 240.800) e o mais barato e fraco BMW Z4 2.0 (150 cv e R$ 202,5 mil). Ambos com capotas de lona.
Outro ponto positivo do SLK é o rodar bem adaptado às condições (ruins) do piso brasileiro. Combinado aos pneus com o sensato perfil 50 (nem muito baixo, nem muito alto), o conversível consegue lidar bem com a buraqueira sem perder a firmeza necessária para qualquer esportivo que se preze. As suspensões são independentes tanto na dianteira quanto na traseira.
O motor, no entanto, não emociona, mesmo com os 21 cv extras. Mas dá para se divertir. Com o câmbio automático de cinco marchas (há aletas atrás do volante), a aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 7,9 segundos. O torque, de bons 25,5 mkgf, aparece aos 2.800 giros e fica até 5.000 rpm. Fora isso, o acabamento e a qualidade da cabine só confirmam a fama da Mercedes-Benz.
Para quem não se contentar com o SLK 200 K, que não tem opcionais, pode-se partir para o 350, com motor V6 de 305 cv, que sai por R$ 275 mil. Ou então radicalizar com o 55 AMG. Por US$ 187,5 mil (cerca de R$ 400 mil até o fechamento desta edição), ele tem um V8 5.5 de 360 cv e 53 mkgf.